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O ATO DE BRINCAR
Gatos selvagens brincam com muito mais entusiasmo do que os seus parentes domésticos. Mas sempre é divertido observar as brincadeiras dos bichanos que temos em casa. Para o gato, brincar é um ensaio natural de técnicas sérias e de padrões comportamentais envolvidos na caça, na morte das presas, na luta e na fuga. Quando os gatinhos se perseguem uns aos outros, os papéis do perseguidor e do perseguido alternam-se com freqüência, para que os mais novos aprendam o essencial da vida de um predador. Como não há uma presa disponível, alguém tem de fazer o papel de rato.
Como a morte, objetivo final de uma verdadeira caçada, não é atingida nas brincadeiras dos filhotes, elas repetem-se várias vezes. Entretanto, não há qualquer componente de medo ou de sofrimento nisso.
Brincar alivia as frustrações de não ser capaz, por uma razão ou por outra, de caçar. … por isso que os gatos, por vezes, usam de crueldade em suas brincadeiras com as presas antes de matá-las. Assim, para satisfazer o apelo ancestral e para corresponder às adaptações inatas à caça, o gato prolonga a "fase da caça", quando se depara com uma vítima.
Toda a prática de brincar desenvolve a experiência dos jovens gatos diante do mundo exterior. Com a atividade lúdica, eles aprendem a programar uma estocada, a avaliar a extensão de um salto para caírem sobre um objeto em movimento, a determinar a rapidez da corrida para interceptarem a presa, entre outras lições.
Tanto para os gatos domésticos adultos como para os gatos selvagens, a atividade lúdica permite ainda libertar frustrações e aumentar o prazer e o interesse pela vida. Para os gatos domésticos, a comida é fornecida com regularidade e eles não precisam entregar-se a uma perseguição emocionante, por isso seus fortes instintos vêm à superfície sob a forma de brincadeira. Esta atividade estimula o apetite do animal e transforma o que poderia ser uma refeição monótona e previsível num momento divertido.
* Retirado do PetSite

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© 2002
Nina Pombo